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A importância da análise de riscos para a Cadeia Logística Internacional

por Daniel Gobbi Costa em 14/12/2017

No mundo dos negócios inúmeros critérios e métodos estão disponíveis para que as empresas realizem seus processos de análises de risco, a identificação do modelo adequado dependerá, em maior ou menor grau, da natureza de suas operações, do tamanho, do grau de tecnologia de suas operações, da sua localização geográfica, dos seus objetivos estratégicos, entre outros fatores internos e externos. Neste cenário, é necessário que se considere, dentro de sua matriz de risco, a questão de interação dos fluxos e processos inerentes a cadeia logística, esta nacional ou internacional, de modo que se tenha alcance das áreas de risco em toda sua extensão, ou seja, que seja considerado todos os elementos ou fatores que podem causar ameaças e impactos em suas atividades.

Uma empresa que opera com atividades de comércio exterior e se preocupa com os requisitos de segurança estabelecidos para a cadeia logística, deverá desenvolver processos estruturados e documentados de como realizar sua análise de risco, baseando-se na natureza única do modelo de negócio que realiza, adaptando os processos a sua realidade sem a adoção de modelos genéricos.

Desta forma, os programas de Compliance e Supply Chain Security orientam que as empresas realizem um processo de análise de risco, de forma possa ser auditado, pelo menos de maneira anual. Esta atividade garantirá um processo continuo de verificação e melhoria, garantindo assim o desenvolvimento de uma boa análise de risco, baseados em processo em conceitos claramente estabelecidos, como por exemplo os seguintes:

  • Análise: que se refere ao estudo dos limites, das características e de possíveis soluções de um problema para o qual é aplicado um tratamento.
  • Risco: que é assumido como a contingência ou proximidade de um dano, ou a possibilidade teórica de danos sob certas circunstâncias.
  • Análise ao Risco: análise de todas as empresas ou intervenientes que têm contato direto com a mercadoria ou com a informação, nos processos de importação e/ou exportação.
  • Auditoria Interna: processo que ocorre na empresa. Neste processo, a documentação é essencial, os achados, correções e acompanhamento devem ser considerados como parte do processo.
  • Auditoria Externa: processo realizado por uma empresa e/ou consultor externo.

 

Por onde começo a Análise de Risco?

A regra de ouro é que a empresa nunca pode assumir que seu parceiro comercial está cumprindo com os requisitos, ou seja, CONFIE, MAS VERIFIQUE. Os riscos estão inerentes e presentes em todos os lugares e podem ser classificados em riscos globais, nacionais, regionais e locais.

Conforme indicado no início, tal verificação não requer uma técnica específica para realizar uma Análise de Risco, este dependerá de várias variáveis. Os programas de Compliance e Supply Chain Security geralmente recomendam as cinco seguintes etapas que um processo de análise de risco deve incluir, que pode ser modificado de acordo com as características das operações comerciais de cada empresa:

  1. Realizar um mapeamento de todo fluxo de embarque (door-to-door) e identificar os parceiros comerciais (contratados direta ou indiretamente);
  2. Realizar uma análise de risco (probabilidade e impacto) focada em terrorismo, contrabando de materiais ilícitos, contrabando de pessoas, crime organizado, condições em um país e/ou região que possam aumentar o risco de tais ameaças, e classificar o risco em níveis de alto, médio e baixo;
  3. Realizar uma análise de vulnerabilidade de acordo com os requisitos e classifica-los em níveis alto, médio e baixo;
  4. Elaborar um plano de ação para cada risco identificado, buscando mitiga-lo ou elimina-lo;
  5. Documentar um procedimento para a realização da análise de risco (política e procedimento).?
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